Tributação na previdência privada: como funciona, tipos e vantagens

A tributação na previdência privada é um dos aspectos mais importantes a se considerar ao planejar sua aposentadoria, proteger seu patrimônio e, até mesmo facilitar o planejamento sucessório.

 

Entretanto, uma decisão equivocada sobre o tipo de plano ou regime de tributação pode comprometer o potencial dos seus investimentos. Por isso, entender os detalhes da tributação na previdência privada é essencial para fazer escolhas inteligentes e alinhadas com seus objetivos financeiros.

 

Neste artigo, vamos explicar como funcionam os diferentes tipos de previdência privada (VGBL e PGBL), os regimes de tributação, além de vantagens e desvantagens para diferentes perfis de investidores. Boa leitura!

 

Desvendando os termos VGBL e PGBL

Antes de falar sobre tributação, é importante entender as diferenças entre VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). A principal diferença entre eles está no tratamento tributário:

 

  • VGBL: Indicado para quem faz a declaração simplificada do Imposto de Renda ou não é obrigado a declarar. Nesse modelo, a tributação incide apenas sobre os rendimentos do investimento, ou seja, sobre os lucros gerados. Por exemplo, se você investiu R$ 100 mil e o valor cresceu para R$ 120 mil, o imposto será cobrado apenas sobre os R$ 20 mil de lucro.

 

  • PGBL: Recomendado para quem declara o Imposto de Renda completo, pois permite deduzir até 12% da renda bruta anual tributável. No momento do resgate, no entanto, o imposto será calculado sobre o valor total acumulado, incluindo os aportes e os rendimentos.

 

Cada um atende diferentes necessidades e objetivos. Por isso, é fundamental contar com orientação especializada para escolher o plano mais adequado ao seu perfil e horizonte financeiro.

 

 

Como funciona a tributação na previdência privada?

Depois de escolher entre VGBL e PGBL, o próximo passo é definir o regime de tributação: progressivo ou regressivo. Recentemente, com algumas atualizações da legislação, é possível tomar essa decisão apenas no momento do primeiro resgate. 

 

No entanto, isso não significa que a escolha deva ser deixada para depois. Um bom planejamento é essencial para alinhar a tributação ao seu perfil financeiro e objetivos de longo prazo, garantindo que o impacto nos seus rendimentos seja o menor possível.

 

Regime Progressivo

O regime progressivo utiliza as alíquotas da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que variam conforme o valor recebido. É mais vantajoso para quem prevê ter uma renda menor no futuro, pois a tributação será reduzida ou até isenta em faixas mais baixas.

 

Tabela do Regime Progressivo (2025)

  • Renda mensal até R$ 2.259,20: Isento
  • De R$ 2.259,21 a R$ 2.826,65: 7,5%
  • De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05: 15%
  • De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68: 22,5%
  • Acima de R$ 4.664,68: 27,5%

 

Quando é indicado:

  • Para resgates de curto ou médio prazo;
  • Para quem espera ter rendimentos mais baixos no futuro, como no período de aposentadoria.

 

Exemplo prático: Suponha que você resgate R$ 50 mil e, naquele ano, não tenha outras fontes de renda. Parte do valor poderá ser isenta, e o restante será tributado de acordo com as faixas progressivas.

 

Regime Regressivo

O regime regressivo, por sua vez, oferece alíquotas menores quanto maior for o tempo de permanência do investimento. Ele incentiva o planejamento de longo prazo, sendo ideal para quem busca maximizar a rentabilidade líquida.

 

Tabela do Regime Regressivo

  • Até 2 anos: 35%
  • De 2 a 4 anos: 30%
  • De 4 a 6 anos: 25%
  • De 6 a 8 anos: 20%
  • De 8 a 10 anos: 15%
  • Acima de 10 anos: 10%

 

Quando é indicado:

  • Para quem pretende investir no longo prazo;
  • Para quem busca reduzir a carga tributária ao máximo com planejamento.

 

Exemplo prático: Se você deixar seu investimento por mais de 10 anos, pagará apenas 10% de imposto sobre os rendimentos, independentemente do valor resgatado.

 

 

Quais as vantagens e desvantagens de cada regime de tributação da previdência privada?

A escolha do regime de tributação na previdência privada é um passo estratégico e deve considerar fatores como horizonte de investimento, perfil financeiro, e até aspectos pessoais, como expectativa de vida. 

 

O regime progressivo utiliza as alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física, que variam de 0% a 27,5%, dependendo do valor resgatado. Ele é indicado para quem realiza resgates menores ou ainda não sabe qual será sua renda futura. Além disso, permite ajustes na declaração de IR, o que pode beneficiar quem possui despesas dedutíveis. No entanto, para valores elevados, a tributação pode ser alta, impactando a rentabilidade.

 

Já para o regime regressivo, quanto mais tempo o dinheiro permanece investido, menor a alíquota de imposto. Ela começa em 35% (para investimentos de até dois anos) e pode chegar a apenas 10% após dez anos. Isso o torna ideal para quem planeja manter os recursos aplicados a longo prazo, especialmente pensando em aposentadoria ou planejamento sucessório. No entanto, ele é menos flexível, já que a tributação é definitiva e não pode ser ajustada na declaração de IR.

 

Para escolher o regime mais adequado, é importante considerar fatores como o horizonte de investimento, sua renda futura esperada e até sua expectativa de vida. O regime progressivo oferece maior flexibilidade para ajustes fiscais, enquanto o regressivo premia quem tem paciência e foca no longo prazo. 

 

Cada opção tem suas vantagens e desvantagens, mas uma análise cuidadosa pode evitar custos desnecessários e maximizar seus ganhos. Se você ainda tiver dúvidas, um consultor financeiro pode ajudar a alinhar suas escolhas ao seu planejamento.

 

Quais são as taxas na previdência privada e seus impactos?

As taxas na previdência privada podem ter um impacto significativo na rentabilidade dos seus investimentos, por isso é essencial compreendê-las antes de contratar um plano. Existem principalmente dois tipos de taxas associadas:

 

  • Taxa de administração: É um percentual cobrado anualmente sobre o valor investido para a gestão do fundo. Variável entre os planos disponíveis no mercado, e mesmo uma diferença pequena, como 1% ao ano, pode impactar significativamente os rendimentos no longo prazo. Por isso, é fundamental buscar fundos de previdência com custos competitivos e alinhados ao seu perfil de investimento. Além disso, optar por fundos com um bom histórico de performance e baixa volatilidade ajuda a garantir que os ganhos superem os custos ao longo do tempo.

 

  • Taxa de carregamento: Incide sobre os aportes realizados. Nos últimos anos, a taxa de carregamento tem se tornado cada vez mais rara, mas ainda é importante verificar se o plano escolhido a inclui.

 

  • Taxa de performance: Cobrada sobre os rendimentos do fundo quando a rentabilidade supera um determinado índice de referência (benchmark). Essa taxa pode ser um incentivo para a gestão buscar resultados acima da média, mas é importante avaliar se a cobrança é justa e se o fundo realmente entrega uma performance consistente ao longo do tempo.

 

Ao comparar diferentes planos de previdência privada, leve em conta não apenas as taxas, mas também o regime de tributação e o perfil do fundo, como sua composição e estratégias de investimento. 

 

Planos mais caros nem sempre são melhores, e escolher uma opção eficiente em termos de custos e performance pode fazer toda a diferença para o crescimento do seu patrimônio no longo prazo.

 

 

Vantagens da previdência privada como investimento

A previdência privada oferece diversas vantagens como investimento, especialmente para quem busca estratégias de longo prazo e preservação de patrimônio. Dentre elas, estão:

 

  • Planejamento sucessório: Os recursos aplicados em previdência privada não passam pelo processo de inventário. Isso significa que os beneficiários recebem os valores diretamente, de forma mais rápida e com custos reduzidos, além de contar com vantagens tributárias em algumas situações;
  • Diversificação: Os fundos de previdência permitem alocar os recursos em diferentes tipos de ativos, como renda fixa, ações e fundos imobiliários, adaptando-se a diferentes perfis de risco e objetivos financeiros. Essa flexibilidade aumenta as oportunidades de retorno e ajuda a reduzir os riscos associados a concentrações em apenas um tipo de investimento;
  • Eficiência fiscal: Com um planejamento tributário adequado, é possível maximizar os ganhos líquidos ao escolher o regime de tributação mais vantajoso (regressivo ou progressivo). 

 

Além disso, a previdência privada pode ser integrada a estratégias mais amplas de preservação de patrimônio e planejamento financeiro, protegendo o investidor contra imprevistos e mudanças tributárias.

 

Conte com a Crescento para planejar sua previdência privada

Planejar sua previdência privada é uma decisão que vai muito além de escolher um fundo ou um regime de tributação. É necessário alinhar suas metas financeiras, sua realidade atual e seus objetivos de longo prazo em uma estratégia sólida e eficiente. É aqui que a expertise de uma equipe experiente faz toda a diferença.

 

Na Crescento, entendemos que cada investidor é único. Por isso, trabalhamos para indicar as melhores soluções de previdência privada, sempre alinhadas ao seu perfil, às suas necessidades e ao momento da sua vida. 

 

Uma escolha inadequada – como um plano que não considera sua faixa de renda ou o regime de tributação errado – pode comprometer seus rendimentos e até mesmo dificultar seus objetivos financeiros.

 

Por isso, nossos especialistas estão prontos para te orientar, ajudando a evitar armadilhas, maximizar os benefícios da previdência privada e garantir que seu planejamento financeiro esteja no caminho certo.

 

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Acompanhamento do mercado financeiro: entenda o que realmente importa

Acompanhar o mercado financeiro é essencial, mas não da forma que muitos imaginam. Mais do que ficar por dentro das flutuações diárias, é importante compreender como as decisões macroeconômicas afetam diretamente sua vida e seus investimentos. 

 

O verdadeiro valor de acompanhar o mercado está em conhecer o básico para não ser enganado e tomar decisões informadas no seu cotidiano financeiro.

 

Você já se perguntou como a taxa Selic impacta o seu financiamento imobiliário e as parcelas do seu carro? Ou como a inflação pode afetar o preço de produtos e serviços que você consome diariamente? Essas são questões que mostram a importância de entender o básico sobre o mercado financeiro. 

 

Profissionais do setor estão aqui para lidar com os detalhes complexos, mas é fundamental que você tenha conhecimento suficiente para avaliar quando uma recomendação faz sentido ou quando pode ser prejudicial.

 

Neste artigo, vamos te mostrar qual é a diferença entre acompanhar e entender o mercado, e como isso influencia no seu dia a dia. Boa leitura!

 

Acompanhar o mercado financeiro é importante?

Muitos investidores acreditam que, para ter sucesso, é preciso acompanhar o mercado diariamente. No entanto, essa abordagem pode ser prejudicial, especialmente para aqueles que não trabalham diretamente com finanças. 

 

A ansiedade de verificar constantemente a performance dos seus ativos ou a oscilação do dólar, por exemplo, pode gerar estresse desnecessário.

 

Na verdade, o mais importante é entender conceitos-chave como juros, inflação, riscos e liquidez. Esses fundamentos são os que realmente influenciam o seu bolso. Saber, por exemplo, como a elevação da taxa de juros pode encarecer o custo de um empréstimo pessoal ou aumentar o rendimento de um título público já é o suficiente para que você tome decisões mais conscientes.

 

Ficar conferindo o saldo do aplicativo de investimentos diariamente em busca de oscilações aumenta sua ansiedade e, na maioria das vezes, ocasiona decisões precipitadas, influenciadas por eventos de curto prazo que podem não ser representativos do comportamento geral do mercado.

 

Em suma, quando dizemos aqui sobre acompanhar o mercado é mais para entender o impacto direto que ele pode ter nas suas finanças pessoais, e menos sobre tentar prever movimentos ou ficar obcecado com flutuações de curto prazo.

 

O papel da educação financeira: como evitar armadilhas e esquemas

Um dos principais motivos pelos quais você deve entender o básico do mercado financeiro é para se proteger contra más recomendações e esquemas fraudulentos, como as pirâmides. Com o aumento de investimentos de alto risco e ofertas aparentemente imperdíveis nas redes sociais, é importante saber diferenciar uma oportunidade legítima de uma armadilha.

 

Pessoas mal-intencionadas podem se aproveitar da falta de conhecimento para oferecer “oportunidades” que, na verdade, envolvem esquemas ilegais ou estratégias excessivamente arriscadas. 

 

Por isso, conhecer o básico do mercado e entender como os ativos financeiros funcionam pode evitar que você seja persuadido por promessas de retornos exorbitantes.

 

Além disso, saber sobre conceitos simples como risco e retorno, ou a importância de diversificar investimentos, ajuda a evitar armadilhas que podem resultar em prejuízos substanciais. Um dos papéis centrais de um bom consultor financeiro é garantir que você compreenda os riscos e se proteja dessas situações.

 

– Leia também: Educação financeira: o que é, importância, como desenvolver e boas práticas

 

Acompanhar o mercado garante maior rentabilidade?

A resposta curta é: não necessariamente. 

 

Para a maioria das pessoas, o acompanhamento diário do mercado financeiro é desnecessário e pode ser nocivo. A ideia de que é preciso estar constantemente atualizado para obter boa rentabilidade é um mito que prejudica muitos investidores.

 

Investimentos, especialmente os de longo prazo, não devem ser administrados com base em oscilações diárias ou notícias momentâneas. Em vez disso, o foco deve estar no entendimento do funcionamento do mercado, como ele afeta sua realidade financeira e, principalmente, como a sua estratégia de investimento está alinhada aos seus objetivos.

 

Ao contrário de traders ou profissionais de mercado, que precisam monitorar as flutuações para identificar oportunidades de curto prazo, um investidor inicial e/ou leigo deve se concentrar em aprender o suficiente para identificar boas práticas, evitar más recomendações e confiar em profissionais experientes para tomar decisões de maior complexidade.

 

 

Rentabilidade ou preservação de capital: qual o seu foco?

Uma das decisões mais importantes ao investir é entender o equilíbrio entre rentabilidade e preservação de capital. Muitos investidores se deixam levar pela busca por altos retornos e acabam esquecendo a importância de proteger o que já possuem.

 

Entender o mercado financeiro é fundamental para tomar essa decisão. Ao compreender como diferentes classes de ativos reagem a fatores econômicos, como taxas de juros, inflação e políticas monetárias, você pode ajustar sua estratégia de forma mais eficiente. 

 

Por exemplo, em momentos de alta inflação, a preservação de capital pode ser mais relevante para evitar perdas, enquanto em cenários de recuperação econômica, pode ser interessante assumir mais riscos em busca de rentabilidade.

 

Quando falamos de preservação de capital, estamos nos referindo à capacidade de manter seus recursos protegidos contra perdas significativas. Isso pode significar optar por investimentos de menor risco, mas que oferecem um retorno mais estável. Já a busca por rentabilidade envolve aceitar maiores riscos em troca de retornos mais expressivos, algo que nem sempre é adequado para todos os perfis de investidores.

 

A chave aqui está em saber qual é o seu perfil de risco e como ele se alinha com seus objetivos financeiros. Investidores mais conservadores devem priorizar a preservação de capital, enquanto aqueles com maior tolerância ao risco podem buscar rentabilidades maiores, mas sempre com a cautela de que maiores ganhos potenciais também envolvem a possibilidade de perdas maiores.

 

Ao conhecer as dinâmicas do mercado, você será capaz de fazer escolhas mais conscientes, que preservem seu patrimônio e aumentem os retornos dentro do seu nível de conforto.

 

Como a Crescento pode ajudar?

A Crescento entende que acompanhar o mercado financeiro não é uma tarefa simples, nem deve ser algo que roube o seu tempo. Nosso papel é fornecer suporte especializado, guiando nas decisões que realmente importam, enquanto você se concentra nas suas prioridades pessoais.

 

Com uma equipe de consultores experientes e uma abordagem personalizada, ajudamos a identificar oportunidades que se alinhem ao seu perfil de risco, evitando decisões impulsivas e garantindo que seus investimentos estejam sempre bem fundamentados.

 

Acreditamos que conhecimento é poder – e nosso objetivo é garantir que você tenha as informações necessárias para navegar com segurança no mercado financeiro, sem precisar se preocupar com os detalhes técnicos do dia a dia.

 

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Consultor de investimentos: o que faz e como contratar o profissional ideal

Consultor de investimentos: o que faz e como contratar o profissional ideal

 

A experiência de um consultor de investimentos é uma peça fundamental para te ajudar a proteger e expandir seu patrimônio.

 

Com as constantes mudanças no cenário financeiro, que podem impactar tanto a nossa vida pessoal quanto todo o panorama global, um profissional qualificado pode te guiar para decisões embasadas e alinhadas aos seus objetivos.

 

Se você já possui conhecimento em investimentos, pode estar se perguntando: “como um consultor pode fazer a diferença na minha trajetória financeira?” Neste artigo vamos te mostrar como esse profissional pode ser o seu melhor aliado na conquista de objetivos financeiros no curto, médio e  longo prazo.

 

Continue a leitura e confira:

 

 

O que esperar da primeira reunião com um consultor de investimentos?

O primeiro contato com um consultor de investimentos pode ser comparado a uma consulta médica. Assim como um médico investiga seu histórico de saúde antes de prescrever qualquer tratamento, o consultor de investimentos analisa sua situação financeira antes de sugerir uma estratégia.

 

Dessa forma, ele irá entender seu cenário financeiro atual, objetivos, tolerância ao risco e experiência prévia com investimentos. Esse diagnóstico inicial é essencial para desenvolver um plano personalizado, visando a proteção e o crescimento do seu patrimônio.

 

Durante essa conversa inicial, é comum que o consultor faça uma análise completa do seu perfil financeiro, abordando desde a sua renda e despesas até seus hábitos de poupança e investimentos anteriores.

 

Além disso, esse primeiro contato serve para estabelecer uma relação de confiança, algo vital nesse tipo de serviço. Como em uma relação médico-paciente, a transparência e a comunicação aberta são fundamentais para que você se sinta confortável com as decisões tomadas.

 

O que faz um consultor de investimentos? Como funciona um acompanhamento personalizado?

Após o diagnóstico inicial, o consultor de investimentos traça uma estratégia e acompanha de perto o desempenho da sua carteira. Essa supervisão contínua permite ajustes rápidos e eficientes, de acordo com mudanças no mercado ou em suas metas financeiras.

 

No entanto, se o mercado financeiro apresentar volatilidade ou surgirem novas oportunidades, o consultor poderá reavaliar sua estratégia para maximizar os retornos e minimizar os riscos. Tudo, claro, respeitando seu perfil de investidor e considerando o seu planejamento financeiro.

 

Por exemplo, se você tem como objetivo a aposentadoria, o consultor irá monitorar o progresso ao longo do tempo, ajustando os investimentos conforme necessário. É como ter um acompanhamento médico, fazendo ajustes na sua dieta ou tratamento conforme novos sintomas surgem.

 

Essa supervisão personalizada é uma das principais vantagens de contratar um consultor de investimentos. Assim, você não precisa se preocupar com o dia a dia do mercado, deixando essa tarefa para um especialista.

 

– Leia também: Planejamento financeiro pessoal: o que é, benefícios e quando fazer

 

Consultor ou assessor de investimentos: qual a diferença?

Embora os termos consultor de investimentos e assessor de investimentos sejam frequentemente usados de forma intercambiável, existem diferenças importantes.

 

O consultor de investimentos geralmente trabalha de forma independente, oferecendo uma visão imparcial e focada em suas necessidades e objetivos específicos.

 

Por outro lado, o assessor de investimentos pode estar vinculado a uma corretora ou instituição financeira, o que pode influenciar as recomendações feitas.

 

Optar por um consultor de investimentos oferece a tranquilidade de saber que as estratégias sugeridas são pensadas exclusivamente para o seu benefício, sem a pressão de vender produtos financeiros de uma instituição específica. Essa independência pode ser um fator decisivo para quem deseja uma abordagem personalizada e transparente.

 

Como a consultoria financeira pode ajudar a alcançar seus objetivos financeiros?

Cada investidor tem objetivos diferentes, e o que funciona para uma pessoa pode não ser ideal para outra. Por isso, o papel do consultor é analisar suas metas individuais e criar um planejamento sob medida.

 

Dessa forma, a consultoria financeira pessoal não se limita apenas à escolha dos ativos. Ela envolve a criação de um plano estratégico e minucioso que leva em consideração seus objetivos de vida, como, por exemplo, a compra de um imóvel, a educação dos filhos ou a aposentadoria.

 

Ao contar com a expertise de um consultor, você estará mais preparado para evitar armadilhas financeiras e aumentar suas chances de sucesso. Investidores que não têm uma estratégia bem definida podem tomar decisões impulsivas, levado por vieses comportamentais, que acabam prejudicando seus resultados ao longo prazo.

 

Outro ponto importante é que a consultoria de investimentos também ajuda a diversificar sua carteira. Um consultor experiente conhece os diferentes tipos de ativos disponíveis e pode te ajudar a montar um portfólio equilibrado, com baixo risco, mas sem comprometer o potencial de crescimento.

 

Assim como um médico orienta seus pacientes a seguirem um tratamento completo, o consultor de investimentos te ajuda a manter o foco nos objetivos, assegurando que você mantenha a disciplina financeira necessária para alcançar suas metas. Isso inclui revisões periódicas e ajustes quando necessário, para garantir que a estratégia esteja sempre alinhada aos seus objetivos.

 

Como contratar um consultor de investimentos ideal?

Encontrar o consultor de investimentos certo é fundamental para garantir o sucesso da sua jornada financeira.

 

Antes de contratar um profissional, considere verificar suas certificações, experiência e histórico de atuação no mercado. Converse com outros clientes e analise como o consultor lidou com diferentes cenários econômicos.

 

Além disso, é importante que você se sinta à vontade com o consultor escolhido, já que a relação será baseada em confiança mútua. Afinal, você está colocando nas mãos desse profissional a responsabilidade de proteger o seu futuro e de apoiá-lo na construção de um caminho para aumentar o seu patrimônio.

 

Um bom consultor será transparente quanto às suas entregas e estará disposto a esclarecer todas as suas dúvidas antes de iniciar o trabalho.

 

– Leia também: Investir no exterior vale a pena? Vantagens e riscos da prática hoje

 

Como a Crescento se diferencia no mercado de consultoria de investimentos

Na empresa de consultoria financeira Crescento, nos destacamos pela abordagem personalizada, realista e focada em resultados sustentáveis pensando em curto, médio e longo prazo. Valorizamos o entendimento das necessidades individuais de cada cliente, oferecendo uma experiência única e confiável.

 

Analisamos minuciosamente cada caso para propor soluções sustentáveis e alinhadas com seus objetivos. Esse compromisso com a segurança e o bem-estar financeiro dos clientes é o que nos diferencia no mercado.

 

Além disso, acompanhamos de perto as mudanças no cenário econômico e adaptamos as estratégias conforme necessário, garantindo que nossos clientes sempre tenham acesso às melhores oportunidades de investimento. Ao confiar na Crescento, você pode ter a confiança de saber que suas finanças estão em boas mãos, permitindo que você se concentre em viver sua vida com mais segurança e tranquilidade.

 

– Leia também: Onde investir em 2026? Cenário econômico e estratégias para sua carteira de investimentos

 

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Saúde Mental e Saúde Financeira: Equilibrando a Mente e o Bolso

texto por Mariana Celete

O que é Saúde Mental?

Antes de falar da importante relação entre Saúde Mental e Saúde Financeira, devemos entender o que é Saúde Mental. Podemos pensar a Saúde Mental por vários aspectos, mas gostaria de começar trazendo o conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS) que a define como

“um estado de bem-estar em que o indivíduo realiza suas capacidades, supera o estresse normal da vida, trabalha de forma produtiva e frutífera e contribui de alguma forma para sua comunidade”.

Este conceito pode parecer simples e as vezes até óbvio, mas na prática pode não ser tão simples assim. O debate sobre a importância de falarmos sobre a saúde mental têm aumentado nos últimos anos, mas o sofrimento psíquico continua sendo pouco reconhecido e legitimado não apenas no senso comum, mas também nos ambientes familiares, de trabalho e até nas políticas públicas. Quantas vezes já ouvimos: “Você não tem nada, isso é só psicológico”; “isso tudo é coisa da sua cabeça “ou “se você realmente se esforçar, você vai sair dessa”. Poderia ficar descrevendo inúmeras situações e falas ainda muito recorrentes, onde fica claro que esta conscientização ainda precisa ser muito disseminada.

A importância da prevenção

No mundo ideal, a prevenção ainda é uma grande alternativa. Reconhecer e valorizar que a forma como conduzimos a nossa vida, a forma como elaboramos e lidamos com nossas emoções são essenciais para prevenir, perceber e tratar daquilo que nos afeta.

O processo de adoecimento nunca acontece de uma hora para outra e sem nos avisar. Começamos com algum incômodo, uma tensão, uma alteração no apetite, no sono e até alterações nos nossos exames; acarretando futuras doenças. Se escolhermos um caminho de negligências, mais cedo ou mais tarde esta conta chega, seja ela pela via física ou emocional; afinal temos a tendência de deixar estas questões de lado, acreditar que vai passar, ou que é apenas uma fase.

O que isso tem a ver com Saúde Financeira? T-U-D-O

A relação entre saúde mental e a forma como lidamos com o dinheiro é uma via de mão dupla, pois ambas têm um fator comum: as emoções! Quem nunca ouviu a seguintes frases: “Hoje foi um dia tão difícil, eu estou merecendo comprar alguma coisa”, “Estou tão feliz, vamos comemorar sem pensar no amanhã” ou ainda “Dinheiro foi feito para me fazer feliz”. São inúmeros os exemplos que posso relatar, mas o que quero dizer é que muitas vezes o que sentimos têm influência direta na forma pela qual administramos nosso dinheiro.

Ter saúde mental é não viver em função do dinheiro, nem viver sem pensar nele. É ter parcimônia, controle, saber fazer escolhas e saber aproveitar tudo que ele nos traz. É inevitável, vivendo em um mundo capitalista, que precisemos saber lidar com o dinheiro. Mas ele não deveria ser o motriz da nossa vida. Saber o que nos inspira, o que nos motiva, o que nos faz acordar todos os dias deveria vir em primeiro lugar. Em seguida, podemos pensar que o dinheiro pode ser capaz de me ajudar a realizar muitos sonhos; mas que ele também deve ser capaz de me levar até o futuro.

Lembro de ter trabalhado, em consultório, muitos casos onde a forma de se relacionar com o dinheiro não era sadia. Um caso específico me chamou bastante atenção na época – um homem, na meia idade, muito bem-sucedido profissionalmente me procurou porque havia passado a vida inteira almejando crescer e fazer muito dinheiro. Passou grande parte da vida com este objetivo e quando foi alcançado, percebeu que estava sozinho. Não construiu uma família, não manteve seus amigos e os pais estavam bem idosos. Sentiu um grande vazio e percebeu que ter o dinheiro que queria, mas viver sozinho, não fazia o menor sentido.

Para mim, o grande segredo da vida emocional e financeira é saber elaborar o que nos aconteceu no passado, para que no presente eu seja livre para construir o meu futuro.


Quer saber mais?

Durante o mês de setembro, decidimos trazer o tema da saúde mental de uma perspectiva diferente: durante os seis anos de trajetória da Crescento, apoiando pessoas e empresas com acompanhamento financeiro, pudemos perceber o quanto a saúde mental e as emoções também afetam a vida financeira. Pensando nisso, convidamos dois profissionais experientes, o Psiquiatra David Sender e a Psicóloga Neíla Kessler para uma bate-papo sobre Saúde Mental e Saúde Financeira. O papo tá muito rico e você pode conferir clicando aqui.

Se quiser acompanhar os melhores momentos dessa conversa que traz dados, experiencias e dicas úteis veja spoliers aqui.

conheça melhor como a Crescento pode te ajudar a ter mais saúde financeira aqui.