Curso de modelagem financeira: metodologia prática para construir modelos do zero

Tomar decisões financeiras com segurança exige mais do que intuição ou experiência acumulada. Para profissionais que buscam um curso de modelagem financeira aplicado à realidade do mercado, a pergunta central não é apenas o que aprender, mas como desenvolver o raciocínio financeiro que transforma números em decisões estratégicas. Em empresas de médio e grande porte, onde cada escolha tem impacto direto no resultado, essa capacidade analítica faz toda a diferença.

 

Foi pensando nisso que a Crescento estruturou seu treinamento com foco total na prática, como uma formação que muda a forma como o profissional lê, interpreta e usa os números no dia a dia.

 

Este artigo apresenta o que diferencia uma formação prática em modelagem financeira, como funciona a metodologia da Crescento e o que você pode esperar desenvolver ao longo do treinamento.

 

Neste artigo, você vai entender:

Por que aprender modelagem financeira na prática é um diferencial

A modelagem financeira é uma das ferramentas mais valorizadas em áreas como FP&A, M&A, estruturação de projetos e Private Equity e, ainda assim, poucos profissionais chegam ao mercado com o preparo técnico necessário para construí-las e utilizá-las com consistência.

 

A diferença entre quem aprendeu modelagem financeira na teoria e quem a desenvolveu na prática aparece com clareza no dia a dia. Construir um modelo do zero, com premissas fundamentadas, projeções coerentes e sensibilidades bem estruturadas, exige um raciocínio que vai além do domínio técnico de fórmulas e planilhas. É necessário entender a lógica financeira por trás de cada linha.

 

Profissionais que dominam modelagem financeira aplicada conseguem, entre outras coisas:

 

  • Avaliar a viabilidade de um projeto com mais objetividade;
  • Identificar os pontos críticos de uma operação antes de uma decisão de investimento;
  • Apresentar análises que sustentam negociações com credibilidade. 

 

On average empresas de grande porte, onde as decisões têm alto impacto financeiro, essa capacidade analítica representa uma vantagem competitiva real. Já em empresas de médio porte, dominar modelagem financeira é sinônimo de profissionalização, uma vez que permite sair da gestão por intuição e passar a tomar decisões baseadas em dados confiáveis, um salto que leva o negócio a outro nível de maturidade e controle.

 

Além disso, o mercado atual busca profissionais que saibam operar ferramentas, construir raciocínios financeiros fundamentados e comunicá-los com clareza. A modelagem financeira bem aplicada é exatamente isso: a tradução de um modelo de negócio em números que fazem sentido e orientam decisões.

  

 

Como funciona um curso de modelagem financeira aplicado à realidade do mercado

Nem todo curso de modelagem financeira oferece o mesmo tipo de formação. A distinção mais importante está entre abordagens que ensinam conceitos de forma isolada e aquelas que colocam o aluno em contato com situações reais de mercado desde o início.

 

Em uma formação aplicada, o aprendizado acontece por meio da construção de um modelo financeiro completo, não apenas de exercícios fragmentados. O aluno trabalha com um case prático que simula as condições reais de um negócio: 

 

  • Projeta receitas com base em drivers específicos;
  • Estrutura custos operacionais;
  • Modela o ciclo de capital de giro;
  • Define a estrutura de financiamento;
  • Consolida tudo em demonstrativos financeiros integrados, como DRE, Balanço Patrimonial e Fluxo de Caixa.

 

Esse processo importa porque a modelagem financeira, na prática, não acontece em partes isoladas. As decisões sobre a CAPEX afetam a depreciação, que impacta o resultado e o imposto, que influencia o fluxo de caixa e assim por diante. Aprender a enxergar essas conexões é o que diferencia um analista que preenche planilhas de um profissional que realmente entende o que os números estão dizendo.

 

Um curso de modelagem financeira online bem estruturado também garante que o aluno possa revisitar o conteúdo no seu próprio ritmo, sem abrir mão da profundidade técnica exigida pelo mercado.

 

 

A metodologia da Crescento para ensinar modelagem financeira

A Crescento desenvolveu sua metodologia de ensino a partir de um princípio simples: o que funciona na sala de aula precisa funcionar também na mesa de trabalho.

 

Todo o conteúdo do treinamento é construído com base em casos reais, modelos utilizados em processos de captação de recursos, avaliação de projetos e negociações de alto valor. Isso significa que o aluno não aprende modelagem financeira em um ambiente artificial, mas com a mesma complexidade e as mesmas variáveis que encontrará no mercado.

 

A metodologia se apoia em cinco pilares:

 

  1. Conteúdo que vem da prática: cada módulo é desenvolvido a partir de situações reais vivenciadas pela equipe da Crescento em projetos dos mais diversos setores
  2. Padrão técnico de mercado: o nível de exigência é o mesmo aplicado com grandes players. O aluno sai da formação com embasamento para trabalhar com modelos complexos, não apenas com estruturas simplificadas.
  3. Formação em lógica financeira: mais do que aprender a montar planilhas, o objetivo é desenvolver a capacidade de construir raciocínios. Premissas bem fundamentadas, projeções coerentes e indicadores que fazem sentido no contexto do negócio.
  4. Know-how em projetos complexos: a experiência da Crescento em modelagem para negócios de capital intensivo é incorporada diretamente ao conteúdo, incluindo variáveis e nuances que não aparecem em abordagens genéricas.
  5. Foco no que o mercado exige: o programa foi desenhado com base nas competências mais valorizadas por recrutadores e líderes de FP&A, M&A e estruturação de projetos, o que garante aplicabilidade imediata.

 

O que o aluno desenvolve ao longo do curso

A jornada do Treinamento de Modelagem Financeira na prática da Crescento é estruturada para construir o modelo de forma progressiva, aula a aula, até a consolidação completa.

 

O percurso começa pela análise histórica, o ponto de partida para qualquer projeção consistente, e avança pela modelagem detalhada de receita e OPEX, com atenção às premissas e drivers específicos de cada linha. 

 

Na sequência, o aluno estrutura o CAPEX e a depreciação, define a estrutura de financiamento com diferentes métodos (SAC, PRICE, bullet e customizado) e modela os impostos com análise de regimes tributários e créditos fiscais.

 

A etapa de capital de giro e estoque contextualiza a variação de caixa dentro da dinâmica do case, preparando o terreno para a consolidação dos demonstrativos financeiros: DRE, Balanço Patrimonial e Fluxo de Caixa integrados.

 

O encerramento do curso é dedicado aos tópicos mais avançados, como a  avaliação por diferentes métodos de valuation (FCFF, FCFE e múltiplos), cálculo de indicadores como TIR, Payback e índices de alavancagem, e análises de sensibilidade com definição de cenários e seus impactos no resultado.

 

Ao final, o aluno terá construído, do zero, um modelo financeiro completo, com a mesma estrutura e o mesmo nível de exigência utilizados em projetos reais de mercado.

 

– Leia também: Controle financeiro empresarial

 

Para quem esse curso faz sentido

 

curso de modelagem financeira

O treinamento de modelagem financeira da Crescento foi desenvolvido para profissionais que já atuam, ou querem atuar, em contextos onde a qualidade da análise financeira tem impacto direto nas decisões.

 

Profissionais de FP&A e controladoria que precisam evoluir da análise de resultados para a construção de projeções e modelos integrados. O curso oferece o framework técnico para estruturar esse processo com consistência.

 

Analistas e profissionais de M&A e Private Equity que trabalham com avaliação de empresas e precisam dominar a construção de modelos de valuation com diferentes abordagens, fluxo de caixa descontado, múltiplos e análise de cenários.

 

Para gestores e diretores financeiros que participam de decisões estratégicas e precisam entender a lógica por trás dos modelos que recebem, indicamos o nosso treinamento de Finanças Para Gestores.

 

Profissionais de estruturação de projetos que trabalham com negócios de capital intensivo e precisam de um domínio técnico mais aprofundado em CAPEX, financiamento e análise de viabilidade.

 

Profissionais em transição de carreira que buscam entrar em áreas de finanças mais analíticas e precisam de uma formação aplicada que demonstre capacidade técnica de forma concreta.

 

O denominador comum entre esses perfis é a busca por uma formação que conecte teoria e prática de forma direta, sem simplificações que comprometam a aplicabilidade no mercado.

 

Como a formação impacta a atuação profissional na prática

O impacto de um curso de modelagem financeira aplicada não se mede apenas pelo conhecimento adquirido, mas pela mudança na forma como o profissional passa a analisar situações, estruturar argumentos e tomar decisões.

 

Alunos que passaram pelo treinamento da Crescento relatam mudanças concretas na atuação profissional, como maior segurança para questionar premissas em modelos apresentados por terceiros, capacidade de estruturar análises de viabilidade de forma independente e uma leitura mais crítica dos demonstrativos financeiros que recebem no dia a dia.

 

Essa transformação é ainda mais importante para profissionais que atuam em empresas de grande porte, onde as decisões financeiras envolvem múltiplas variáveis, prazos longos e alto volume de capital. Nesses contextos, a capacidade de construir e interpretar modelos financeiros com profundidade faz diferença em negociações, apresentações para board e processos de captação.

 

A formação também tem impacto direto na carreira. Profissionais com domínio técnico em modelagem financeira são mais valorizados em processos seletivos para posições sênior em FP&A, M&A e estruturação e chegam às entrevistas com a capacidade de demonstrar, na prática, como constroem raciocínios financeiros.

 

FAQ: dúvidas frequentes sobre o curso de modelagem financeira

Preciso ter experiência prévia em finanças para fazer o curso?

O treinamento pressupõe familiaridade com conceitos financeiros básicos, mas não exige experiência avançada em modelagem. O percurso é estruturado de forma progressiva, começando pela análise histórica e avançando até os tópicos mais complexos.

 

Meu conhecimento em Excel é básico. Isso vai comprometer o aprendizado?

O Excel é a ferramenta utilizada ao longo do curso, mas o foco está no raciocínio financeiro, não apenas na operação avançada de planilhas. O nível de Excel exigido é desenvolvido ao longo do treinamento.

 

Preciso assistir às aulas ao vivo?

As aulas são transmitidas ao vivo, mas todas ficam gravadas e disponíveis em um repositório exclusivo da Crescento. O acesso às gravações permanece disponível por dois meses após o encerramento do curso.

 

Quanto tempo por semana preciso dedicar ao curso?

Cada encontro tem duração entre 1h30 e 2h, dependendo do tema. Além das aulas, é recomendável reservar tempo para revisão do material de apoio e prática com o modelo financeiro que está sendo construído ao longo do treinamento.

 

O curso tem algum tipo de suporte durante a formação?

Sim. Os alunos têm acesso a um grupo no WhatsApp com todos os participantes e os analistas da Crescento, além de plantões de dúvidas via Teams.

 

O certificado tem reconhecimento no mercado?

O certificado é emitido pela Crescento Consultoria Financeira. O reconhecimento no mercado está diretamente relacionado à qualidade técnica da formação e à capacidade de aplicação demonstrada pelo profissional, que é exatamente o foco do treinamento.

Domine a modelagem financeira

A modelagem financeira é uma das competências que mais diferenciam profissionais no mercado financeiro atual e, aprendê-la na prática, com cases reais e nível técnico de mercado, é o que transforma o conhecimento em capacidade de decisão.

 

O treinamento de modelagem financeira da Crescento foi desenvolvido para oferecer uma formação aplicada, estruturada do zero, que desenvolve raciocínio financeiro e prepara o profissional para construir e interpretar modelos com a consistência que o mercado exige.

 

Se você quer dar esse passo na sua carreira, fale com a nossa equipe e garanta sua vaga na próxima turma ou acesse a primeira aula gratuitamente e conheça a metodologia antes de decidir.

 

Planejamento estratégico na prática: os resultados do Saber em Rede com apoio da Crescento

Transformar ideias inovadoras em negócios financeiramente sustentáveis é um desafio comum para startups e scale-ups. Diferente de empresas tradicionais, que contam com histórico de mercado e processos consolidados, a pressão por crescimento rápido, a necessidade de captar investidores e a busca por diferenciais competitivos muitas vezes colocam os empreendedores em uma rotina de decisões estratégicas feitas no escuro, com pouca previsibilidade sobre o impacto financeiro de cada passo. É aí que entra o papel do planejamento estratégico.

 

É exatamente nesse ponto que o FP&A (Financial Planning & Analysis) se torna um divisor de águas. Ao trazer clareza para os números, estruturar cenários futuros e conectar dados ao planejamento estratégico, o FP&A permite que empresas em expansão tomem decisões com mais segurança e escalabilidade. E este é o nosso papel aqui na Crescento: ajudamos negócios em crescimento a transformar incertezas em previsibilidade e inovação em resultados.

 

Um exemplo real é o Saber em Rede, edtech que encontrou na parceria com a Crescento a estrutura necessária para sustentar sua evolução. Por meio da implementação de práticas de FP&A, conseguimos oferecer ao negócio transparência financeira, inteligência para orientar decisões e segurança para crescer de forma consistente.

 

E, o mais importante de tudo isso é que os mesmos métodos aplicados neste case podem ser replicados em outras startups e empresas em expansão. Afinal, o papel da Crescento é justamente ser parceira nesse processo de crescimento, ajudando gestores a enxergar com clareza o que antes estava fora do campo de visão.

Sobre o Saber em Rede

O Saber em Rede é uma edtech residente do Cubo Itaú, o maior hub de startups da América Latina. 

O seu modelo de negócio conecta instituições de ensino, alunos em busca de condições acessíveis e embaixadores responsáveis por divulgar e vender cursos. 

Esse formato inovador já rendeu reconhecimento no mercado: a empresa apareceu duas vezes na lista das Top Open Startups (2022/2023/2024) e no Prêmio Negócios em Expansão da Exame em parceria com o BTG Pactual (2023/2024).

Mas, como acontece em toda trajetória de crescimento, surgiram grandes desafios. O Saber em Rede precisou:

  • Validar financeiramente seu MVP;
  • Estruturar-se para a captação de investimentos;
  • Enfrentar os impactos da pandemia, que reduziram receitas e exigiram reestruturações profundas.

 

O papel da Crescento no planejamento estratégico do Saber em Rede

Desde 2018, a Crescento atua no planejamento estratégico do Saber em Rede, indo além do apoio financeiro para se tornar parte essencial do crescimento do negócio. Essas foram algumas das ações tomadas:

Validação e estruturação inicial

Já na concepção do MVP, a Crescento foi responsável por desenvolver o primeiro modelo de planejamento financeiro estratégico da edtech. Esse trabalho incluiu modelagem financeira, precificação e projeções, assegurando que o modelo de cobrança fosse viável e sustentável no médio e longo prazo.

 

Planejamento e captação de investimento

Na fase de expansão, a Crescento elaborou o business plan e conduziu o valuation, traduzindo a estratégia de crescimento em números claros e consistentes para investidores. 

Esse processo resultou no aporte do Grupo +A Educação (Kinea Private Equity, Itaú), fortalecendo a posição do Saber em Rede no mercado educacional.

 

Gestão durante a crise e pivotagem

Com a chegada da pandemia em 2020, o setor educacional foi duramente impactado. Nesse momento, a Crescento apoiou o Saber em Rede na revisão do forecast, implementação de cortes estratégicos, definição de novos KPIs e na pivotagem do modelo de negócio. 

O acompanhamento constante de indicadores-chave foi fundamental para garantir clareza e controle sobre a operação.

 

Eficiência tributária e acompanhamento contínuo

Ao longo dos anos, a Crescento continuou presente, definindo regimes tributários, conciliando números contábeis e gerenciais e projetando cenários futuros. 

Esse trabalho de planejamento estratégico financeiro empresarial trouxe mais segurança, eficiência tributária e impacto direto no lucro líquido, reforçando a previsibilidade e sustentabilidade do negócio.

 

Resultados na prática

Com o apoio do FP&A da Crescento, o Saber em Rede alcançou resultados expressivos:

  • Breakeven em 2022, mesmo após os desafios da pandemia;
  • Crescimento médio de 76% ao ano desde 2020;
  • Aumento de R$ 3,5 milhões no lucro adicional em 2024 e 2025;
  • resultado da análise financeira dos resultados e proposição de ajustes contábeis desenvolvida pela Crescento;
  • Expansão para mais de 70 instituições parceiras e 200 mil embaixadores vendedores;
  • Consolidação do negócio e maior confiança do time gestor.

O que outras empresas podem aprender com esse case?

O case Saber em Rede mostra que o planejamento financeiro estratégico não é apenas uma ferramenta de controle, mas sim um diferencial competitivo para qualquer empresa em crescimento.

Alguns aprendizados práticos que podem ser aplicados em outros negócios:

  1. Validação financeira precoce: modelar o negócio desde o MVP para garantir sustentabilidade;
  2. Preparação para investimento: traduzir a estratégia em números claros é fundamental para atrair capital;
  3. Agilidade em crises: prever cenários, ajustar custos e definir novos KPIs é essencial em momentos de incerteza;
  4. Acompanhamento contínuo: revisar indicadores, buscar eficiência tributária e garantir previsibilidade fazem toda a diferença no longo prazo.

 

FAQ: As pessoas também perguntam sobre planejamento estratégico

O que é um planejamento estratégico?
É um processo de gestão que define o rumo da empresa no médio e longo prazo, estabelecendo objetivos, estratégias e ações. O objetivo é alinhar recursos e decisões para garantir crescimento sustentável e vantagem competitiva.

 

Qual o impacto do planejamento estratégico no financeiro de uma empresa?

O planejamento estratégico deve conectar os objetivos do negócio à gestão financeira. O propósito é garantir que cada decisão (de investimento, custos ou expansão) esteja sustentada por previsibilidade e segurança financeira.

 

Qual é o papel do FP&A no planejamento estratégico?

O FP&A (Financial Planning & Analysis) é o pilar que transforma informações financeiras em estratégias de crescimento. Ele organiza dados, constrói projeções, acompanha indicadores e antecipa riscos, ajudando líderes a tomar decisões mais assertivas e a enxergar oportunidades que nem sempre são visíveis no dia a dia da operação.

 

Quais são as etapas de um planejamento financeiro estratégico?

As principais etapas envolvem o diagnóstico financeiro, planejamento de cenários, definição de metas e indicadores, além do monitoramento e análise contínua para  acompanhamento dos resultados e revisões periódicas para ajustes de rota.

 

Por que o planejamento financeiro estratégico é importante para startups e empresas em crescimento?

Porque ele oferece clareza sobre onde a empresa está e o que precisa fazer para crescer de forma sustentável. Em negócios que precisam de agilidade e previsibilidade, o planejamento financeiro estratégico evita decisões baseadas em “feeling” e permite ajustar a rota com base em dados reais.

 

Qual é a diferença entre o planejamento financeiro e o planejamento estratégico tradicional?

O planejamento estratégico define o direcionamento do negócio, onde a empresa quer chegar. Já o planejamento financeiro estratégico traduz essa visão em números, metas e viabilidade, garantindo que a estratégia seja financeiramente sustentável. Na prática, um complementa o outro, e o FP&A é o elo que une esses dois lados.

 

O planejamento estratégico do seu negócio precisa ter clareza

O FP&A da Crescento não gera apenas relatórios, ele oferece uma visão estratégica do seu negócio, construída com análises financeiras inteligentes, dashboards claros e acompanhamento próximo.

Se o seu empreendimento busca previsibilidade, crescimento sustentável e decisões baseadas em dados, o momento de agir é agora. Converse com os nossos especialistas e descubra como o FP&A pode te ajudar. 

Evolução do mercado de concessões públicas e PPPs no Brasil

Nos últimos anos, as concessões públicas e parcerias público-privadas (PPPs) no Brasil têm se consolidado como ferramentas essenciais para impulsionar o desenvolvimento da infraestrutura. 

 

Setores estratégicos como transporte, energia, saneamento e telecomunicações têm se beneficiado dessas iniciativas, permitindo maior investimento, modernização e eficiência na prestação de serviços públicos.

 

Neste artigo, vamos te mostrar a evolução das concessões no Brasil, os principais benefícios para os stakeholders e os critérios de escolha nos processos licitatórios, além de abordar os desafios e riscos envolvidos nesses modelos. Boa leitura!

 

Aqui você vai encontrar:

 

Concessões públicas no Brasil: impacto no desenvolvimento de infraestrutura

As concessões públicas e parcerias público-privadas (PPPs) no Brasil assumiram um papel de destaque como instrumento fundamental para o desenvolvimento de infraestrutura e a melhoria na prestação de serviços públicos. Impulsionadas por programas e políticas governamentais, essas concessões ganharam espaço em setores estratégicos da economia, como transporte, energia, saneamento e telecomunicações.

 

O país experimentou, nas últimas décadas, um crescimento significativo no número e na magnitude dos projetos de concessão. As rodovias Presidente Dutra and BR-116, os aeroportos Guarulhos (SP) and Galeão (RJ), além das concessões de saneamento em Alagoas and Rio de Janeiro, são exemplos de grandes ativos de infraestrutura concedidos à iniciativa privada. Esses projetos trouxeram investimentos vultosos, contribuindo para a modernização e expansão da infraestrutura brasileira.

 

Em 2023, o número de editais e parcerias público-privadas (PPP) atingiu o maior patamar da história, com 440 editais publicados. Isso representa um crescimento de 52% em relação a 2022 e um aumento impressionante de 1.090% em comparação com o número de editais de 10 anos atrás.

Concessões públicas e parcerias público-privadas (PPPs) no Brasil | Crescento
Concessões públicas e parcerias público-privadas (PPPs) no Brasil | Crescento

As primeiras concessões no Brasil estavam concentradas em ativos dos governos federal e estadual. No entanto, com avanços na capacidade técnica para a modelagem de contratos, alinhamento dos objetivos municipais com os modelos de PPPs e ações legislativas que oferecem maior segurança jurídica, essas iniciativas também estão crescendo no âmbito municipal. Setores como iluminação pública, resíduos sólidos e água/esgoto têm se destacado. Segundo o Radar PPP, o triênio de 2021-2023, mesmo faltando um ano para o fim dos mandatos atuais, já conta com 730 editais publicados, frente aos 550 do ciclo completo de 2017-2020.

 

Benefícios das concessões e PPPs para os Stakeholders

O crescimento das concessões e PPPs demonstra a percepção de valor positivo gerado para todas as esferas do poder público. A concessão da exploração de ativos para a iniciativa privada resolve dois desafios enfrentados pela administração pública:

  1. A incapacidade do governo de realizar os investimentos necessários para expandir o atendimento à população e modernizar os ativos;
  2. A necessidade de concentrar esforços em áreas prioritárias da gestão pública.

 

Os impactos dessas concessões e PPPs podem ser altamente positivos para todos os stakeholders:

  • Poder público: melhora os serviços prestados à população por meio do destravamento de investimentos e modernização da operação, garantindo maior eficiência no cumprimento dos objetivos sociais;
  • Setor privado: oferece oportunidades de investimento e diversificação de recursos;
  • População: se beneficia de serviços públicos com maior eficiência, investimentos e modernização.

 

Distribuição de risco nos projetos de concessões e PPPs

Atualmente, os dois modelos mais adotados no Brasil são as concessões plenas e as PPPs. Nos editais de concessão plena, a receita proveniente da exploração comercial do ativo (tarifária e acessória) deve ser suficiente para financiar a operação, os investimentos necessários e garantir a rentabilidade dos investidores.

 

Por outro lado, as PPPs recebem parte ou toda a receita diretamente das contraprestações do poder público, uma vez que a receita de exploração sozinha não é suficiente para a autonomia do ativo.

 

Nas concessões plenas, o risco da operação é transferido para as concessionárias, que são responsáveis por gerar a receita prevista. Já nas PPPs, há uma garantia de receita mínima por parte do poder concedente, mas isso expõe o projeto a maiores riscos financeiros e jurídicos, vinculados ao ente público.

 

 

Critérios para escolha do vencedor em uma licitação

Nos editais de concessões plenas, o vencedor geralmente é determinado pela empresa que oferece a maior outorga (valor pago pelo direito de exploração do ativo) ou o maior desconto sobre a tarifa base do serviço oferecido, podendo haver uma combinação de ambos.

 

Para o poder público, a escolha da outorga proporciona uma infusão imediata de caixa, utilizada para alívio financeiro ou realocação de investimentos. Já o desconto na tarifa beneficia diretamente a população, que paga menos pelos serviços.

 

Nas PPPs, o critério mais comum é o maior desconto sobre a contraprestação oferecida pelo poder concedente.

 

Como são originados os projetos de concessão e PPP?

Os estudos para o lançamento de editais podem começar tanto pela iniciativa pública quanto privada, comumente através do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Nessa fase, são coletados estudos de viabilidade, como modelos de negócio, projeções de demanda, receitas, OPEX¹, CAPEX², entre outros. Esses estudos podem ser usados total ou parcialmente na elaboração do edital de licitação.

 

– Leia também: Reequilíbrio econômico-financeiro do contrato: o que é, quando aplicar e como garantir contratos sustentáveis

 

Avaliação financeira dos projetos de concessão e PPP

Os projetos de concessão e PPP são avaliados financeiramente através de fluxos de caixa projetados no edital de licitação, considerando os custos operacionais (OPEX) e os investimentos em capital (CAPEX).

concessões no Brasil

No exemplo citado, trata-se de uma concessão plena, com o critério de maior outorga oferecida. A outorga sugerida, de R$ 300 milhões, é dimensionada para alcançar uma meta que oferece aos investidores uma rentabilidade adequada ao risco do projeto. A Taxa Interna de Retorno (TIR), de 9,70% ao ano, representa a rentabilidade anual média do investimento ao longo dos 10 anos de operação. Esse retorno é definido pelo poder concedente (um input). Já o valor da outorga de referência é o output do estudo financeiro.

 

Os cálculos do exemplo, comumente adotados em editais de concessões públicas, se baseiam no Free Cash Flow to Firm (FCFF). O FCFF representa a geração de caixa disponível para acionistas e credores. A adoção desse método demonstra a intenção do poder público de transferir os benefícios e riscos da alavancagem para a concessionária privada, já que as projeções financeiras do edital desconsideram o fluxo de caixa de financiamento.

 

As estimativas financeiras presentes no edital são encaradas pelas empresas interessadas como um ponto de partida. Cada empresa realiza seus próprios estudos, considerando sua expertise no setor, otimização da operação, eficiência na implantação do CAPEX e capacidade de financiamento.

 

Continue a leitura e aprofunde no tema: Análise financeira em concessões públicas: como ser competitivo em leilões de infraestrutura

 

¹ OPEX: Operational expenditure, referente aos custos e despesas da operação.
² CAPEX: Capital expenditure, referente aos investimentos necessários para a operação e maturação do ativo.

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